CONHEÇA A SUA PARÓQUIA

1 – A PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO, na Sobreda, foi constituída e erecta canonicamente pelo nosso Bispo, Senhor D. Gilberto, em 1 de Janeiro de 2003, em conjunto com a Paróquia de Vale de Figueira, por desmembramento da Paróquia da Charneca de Caparica. Abrange duas Comunidades, que têm local de culto próprio: a Comunidade da Sobreda, propriamente dita, então servida pela Capela de Nossa Senhora do Livramento e a Comunidade de Vila Nova/Capuchos, servida pela nova Igreja, em Vila Nova.

2 – A Paróquia da Sobreda está inserida num espaço geográfico cujas fronteiras são: a norte, o IC 20; a poente, o Funchalinho, os Capuchos e a Quinta do Robalo; a sul, a Quinta da Regateira, a nova via até ao posto de abastecimento, Timex, Quinta das Padeiras, Casal de Santo António, Quinta da Várzea e EDP e, a nascente, a freguesia do Feijó, com uma população estimada de 20.000 pessoas.

3 – Até 2009, o local de culto da Sobreda era uma Capela do século XVII, com capacidade para cerca de 250 fiéis, sem condições para os serviços e necessidades pastorais.

4 – Em 29 de Marco de 2009, o nosso Bispo, Senhor D. Gilberto, presidiu à CELEBRAÇÃO DA DEDICAÇÃO desta nossa IGREJA PAROQUIAL, com a presença de mais de 900 fiéis; além do amplo espaço de celebração, onde podemos acolher mais de 600 fiéis e a Capela do Santíssimo Sacramento, temos um gabinete de atendimento do Pároco, espaços para a Catequese e duas Capelas Mortuárias. A IGREJA MATRIZ, situa-se na Rua Américo Amarelhe, Sobreda.

5 – Para dar a conhecer a estrutura, organização, serviços e movimentos da Paróquia, apresentamos uma breve EXPOSIÇÃO, por ocasião da VISITA PASTORAL do nosso BISPO, Senhor D. GILBERTO, de 19 a 26 de Novembro de 2011; parte do material dessa exposição encontra-se repartido pelos vários campos do site da Paróquia.

ORAGO DA IGREJA MATRIZ        NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO

UM POUCO DE HISTÓRIA

O Padre Sequeira (que foi o primeiro Pároco da Paróquia da Imaculada Conceição da Charneca da Caparica, – uma das primeiras Paróquias que o Senhor Dom Manuel Martins, primeiro Bispo da recentemente criada Diocese de Setúbal, gerou pastoralmente em 1975) cedo se apercebeu da imensidão da Paróquia cujo território ocupava mais de metade do Concelho de Almada, e chegou a abranger três Freguesias – Charneca, Sobreda e parte da Caparica (zona dos Capuchos/Vila Nova) – e, pastoralmente, tinha cinco Comunidades e cinco locais de culto: Charneca, S. José, Vale Figueira, Sobreda e Capuchos.
Fruto do seu zelo apostólico, as Comunidades locais cresceram imenso, com grande dinâmica pastoral, com grupos organizados da Liturgia, com as Catequeses muito activas e muito frequentadas, Catequeses de Adultos para o Crisma, Apoio Fraterno para apoiar as Famílias mais carenciadas, Equipa da Pastoral da Saúde e dos Idosos, a reabertura do Agrupamento de Escuteiros em 1983, que rapidamente se organizou nas três frentes – Charneca, Sobreda e Vale Figueira – com mais de 250 elementos, cursos de cristandade, comunidades neocatecumenais, Apostolado de Oração, Cursos de preparação para o Casamento (CPM) mantendo-se, no entanto, a unidade da Paróquia que era apontada como modelo a nível Diocesano.
A preocupação do Padre Sequeira era arranjar em cada Comunidade terrenos para a construção de novas Igrejas e Centros sociais para dar resposta não só às necessidades de culto mas também aos problemas sociais que cada vez eram mais prementes sobretudo com a grave crise dos anos oitenta. A nossa Comunidade da Sobreda era servida por uma Capela do século XVIII, muito pequena para as necessidades de culto, das Catequeses, Capelas Mortuárias, atendimento dos fiéis, etc.. Era necessário descobrir um terreno para projectar um novo equipamento religioso. As primeiras reuniões para se pensar na construção de uma nova Igreja, na Sobreda, começaram em 1986. Nessa altura, foi constituída a primeira Comissão com o objectivo de dinamizar o projecto, o sonho. O Padre Sequeira depressa conseguiu arranjar os terrenos: para a nova Igreja, a Família Martins, proprietária da Quinta onde está instalado o Lar de Santa Margarida, doou uma parcela de terreno, cerca de 1700 m2, cuja escritura foi celebrada em Julho de 1987; para o Centro Paroquial o IGAPHE cedeu, em regime de direito de superfície, uma parcela de cerca de 10000 m2. Na posse do terreno, a Comissão pôs mãos à obra sempre impulsionada pelo entusiasmo do Padre Sequeira; o Arquitecto Sousa Araújo foi contratado, tendo elaborado o primeiro projecto de arquitectura para a primeira localização da Nova Igreja; o projecto foi submetido a aprovação da CMA e parecia que tudo estava a correr pelo melhor. Nos anos noventa, o Padre Sequeira, em resultado de contactos com a Junta de freguesia e com a Câmara Municipal de Almada, começa a encarar a hipótese de a localização da Igreja mudar para um terreno camarário existente na zona contígua à Quinta do Lar de Santa Margarida e próximo da Junta de freguesia. A Câmara Municipal aceitou o desafio do Padre Sequeira e em Abril de 2002 é celebrada a escritura de constituição do direito de superfície de uma parcela de terreno, com a área de 3.360 m2 para a construção da nova Igreja.
O Arquitecto Sousa Araújo elabora novo projecto para a nova localização, projecto completamente diferente tendo em conta as condições do terreno, com um declive muito acentuado. Ao lado deste terreno estava e está prevista a construção de uma nova via – a V 6! Quando o projecto de arquitectura está em apreciação na CMA, que foi muito demorada, os Serviços Camarários, em resultado de novos estudos de tráfego, aconselham que a V 6 devia ter duas vias em cada sentido e não apenas uma, como inicialmente estava previsto. A construção de uma Via com quatro faixas de rodagem inviabilizava a construção da Igreja naquele local. Entretanto a nossa Quasi-Paróquia de Nossa Senhora do Livramento foi criada em 1 de Janeiro de 2003, tendo sido nomeado como seu primeiro Pároco o P. António Morais. A Presidente da Câmara avocou pessoalmente este processo e propôs à Paróquia um novo local para a construção da Nova Igreja; foram equacionadas algumas hipóteses; a que reunia mais condições era a parcela de 7700 m2 que a Câmara possuía na urbanização da Quinta da Vinha do Meio, na Rua Américo Amarelhe. A Paróquia considerou que esta localização era bastante periférica em relação ao centro da Sobreda; no entanto, apesar de não merecer a concordância de muitos Paroquianos, a Paróquia aceitou a proposta da CMA, uma vez que não havia alternativas credíveis. Além da cedência do terreno, em regime de direito de superfície por 70 anos, prorrogáveis, com a área de 7700 m2, cuja escritura foi celebrada em Janeiro de 2006, a Presidente da Câmara fez aprovar em sessão camarária a doação plena de um lote de terreno para construção, na zona da urbanização, cuja venda rendeu 325 mil euros e que deu um grande impulso financeiro para a construção da nova Igreja. A Comissão Executiva mais uma vez abraçou este novo desafio; pela terceira vez era necessário começar tudo de novo. Foi contratado um novo arquitecto, o Arqº. João Lucas que elaborou o projecto de arquitectura para o novo templo e o estudo prévio do edifício adjacente que há-de completar o complexo religioso. A Comissão tem consciência de que a Comunidade não tem capacidade para avançar com o complexo na sua totalidade pelo que é decidido avançar com a Igreja, destinada ao culto, e com as Capelas Mortuárias. O projecto é rapidamente aprovado pela CMA e em Setembro de 2006 as obras começam, com adjudicação de toda a estrutura de betão à empresa Soenvil; terminada a estrutura, a Comissão decide prosseguir os trabalhos sob administração directa, recorrendo a várias empreitadas de várias especialidades; em Outubro de 2007 a Comissão sensibiliza a Comunidade para a necessidade de se recorrer ao trabalho voluntário, a fim de reduzir os custos de construção; várias dezenas de voluntários da Sobreda e de Vale Figueira, desde Novembro de 2007, deram um contributo extremamente importante, com a execução de todas as alvenarias e outros trabalhos. Os voluntários ofereceram mais de 5000 horas de trabalho. De salientar a colaboração do Engº Silvério Ramos, sempre em regime de voluntariado, que inicialmente assumiu as funções de Fiscalização da empreitada de toda a estrutura e em 2007 assumiu as funções de Responsável Técnico da obra e da Segurança. “No dia 1 de Janeiro de 2008, praticamente só com a estrutura levantada e sem as coberturas envidraçadas, apesar do vento e da chuva, o nosso Bispo, D. Gilberto, veio aqui celebrar a Primeira Missa com a tomada de posse do novo Pároco, P. José Marques Pinto; em Julho de 2008, o nosso Bispo celebrou aqui o Crisma, Sacramento administrado pela primeira vez na Paróquia e, em Fevereiro de 2008 e Fevereiro de 2009, os nossos Escuteiros celebraram aqui as suas Promessas. É com muito orgulho e satisfação que destacamos a intervenção artística gratuita do Mestre Cargaleiro, nosso ilustre paroquiano, em parte já visível nos azulejos junto à Pia Baptismal e brevemente pelos painéis de azulejo que serão colocados no exterior e interior, junto à entrada principal, iluminados com um excerto do Apocalipse: “Eu estou à porta e chamo; se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele”.

Em 2007, a Comissão dinamizou outra iniciativa junto dos Paroquianos para se comprometerem com o pagamento do empréstimo que entretanto foi contraído junto da CGD, no montante de 200 mil euros, a pagar em dez anos; esta iniciativa foi corporizada no Livros das pedras Vivas, onde várias dezenas de Paroquianos se inscreveram, assumindo o compromisso de, mensalmente, contribuírem com o que puderem. Muitas outras iniciativas de angariação de fundos foram efectuadas: sorteios, peditórios porta-a-porta, jantares, festas, etc. Só com o empenho de todos foi possível concretizar este sonho com mais de 20 anos! Alguns números: receitas totais apuradas até à presente data, incluindo os empréstimos à CGD e a particulares: 1.217.793,50 €; despesas totais com a construção da Igreja que já foram liquidadas até à presente data: 1.161.910,09 €; total do endividamento que a Paróquia vai ter de pagar: 350.000,00 €; facturas a liquidar cerca de 100.000,00 €. Devido às nossas dificuldades financeiras, nesta data ficam por acabar o Coro Alto, o interior da Torre Sineira, incluindo a aquisição do Sino e outros pequenos acabamentos.

JAIME RIBEIRO